segunda-feira, 9 de junho de 2014
terça-feira, 27 de maio de 2014
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sábado, 24 de maio de 2014
entrevista dada hoje ao site AFROPRESS sobre intolerância religiosa
24/05/2014
Para Mãe Valda, povo de terreiro resiste à intolerância religiosa
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Da Redação
Cabo de Santo Agostinho/PE – A sacerdote Valda Gonzaga, conhecida como Mãe Valda de Pirapama, do Terreiro Ilê Asé Sango Ayrá Ibona, da Nação Ketu da cidade do Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, disse que a sentença do juiz Eugênio Rosa de Araújo, da 17ª Vara Federal do Rio para quem Candomblé e a Umbanda não são religião, foi absurda mais representou um “grande ganho”. “Provou ao povo de terreiro que eles tem a força, desde que ignore as diferenças e foque no que são iguais, no caso, a luta contra o preconceito, a intolerância religiosa e o racismo”.
Segundo Mãe Valda, o papel das religiões de matriz africana na história do Brasil é “de resistência, de sobrevivência mesmo”. Estamos sendo obrigados a mudar, saber definir o que é sagrado e o que é profano. A religião de matriz africana não está só discutindo religiosidade, mas também racismo, preconceito e intolerância”.
Em entrevista concedida ao editor de Afropress, jornalista Dojival Vieira, Mãe Valda disse que a cultura discriminatória está impregnada na sociedade e pode ser vista nas propagandas nos meios de comunicação em geral. “O mundo mudou e saímos da ditadura militar não podemos entrar na ditadura religiosa. Isso seria um retrocesso”, disse Mãe Valda.
Confira a entrevista concedida pela líder religiosa.
Afropress – Como sacerdotisa do Candomblé, como está acompanhando a polêmica suscitada pela decisão do juiz carioca, para quem Umbanda e Candomblé não são religião?
Mãe Valda - Com muito interesse, achando um absurdo um Juiz Federal prolatar uma sentença pelo que ele acha que é uma religião e não pela legislação. Isso faz com que a população fique insegura. O fato de ter voltado atrás e reconhecido que somos religiões [embora o Ministério Público Federal tenha recorrido da decisão do juiz, a sentença ainda não foi reformada] foi um grande ganho, provou ao povo de terreiro que eles tem a força, desde que ignore as diferenças e foque no que são iguais, no caso a luta contra o preconceito, a intolerância religiosa e o racismo.
Afropress - Quais os efeitos dessa decisão que, ainda poderá ser reformada por instâncias superiores, mas que reflete a postura de certos setores do Judiciário?
Mãe Valda - O efeito será na visibilidade do Candomblé e Umbanda, na certeza que qualquer decisão feita sem embasamento jurídico será duramente atacada.
Afropress - Qual na sua opinião vem sendo o papel das religiões de matriz africana na história do Brasil?
Mãe Valda – O de resistência, de sobrevivência mesmo, estamos sendo obrigados a mudar, saber definir o que é sagrado e o profano, a religião de matriz africana não esta só discutindo religiosidade, mas também racismo, preconceito e intolerância.
Afropress - Como é que a discriminação e a intolerância religiosa ainda se manifestam no cotidiano do Brasil?
Mãe Valda - No dia a dia, está impregnado na sociedade. Vemos isso nas propagandas, nos meios de comunicação em geral. Os evangélicos estão batendo forte no Candomblé e estamos começando a reagir, usando o Judiciário para tentar evitar o abuso.
Afropress - Fale um pouco do seu trabalho e do seu terreiro. Quando nasceu e qual o trabalho que faz? Como vem se dando a relação com outras matrizes religiosas, inclusive as igrejas cristãs - católicos e evangélicos?
Mãe Valda - Sou de terreiro há mais de 40 anos e só em 09 de maio de 2009 que inaugurei o Ilê Asé Sango Ayrá Ibona (Casa de Força do Orixá Xangô, na tradição livre do Iorubá para o português), Nação Ketu na cidade do Cabo de Santo Agostinho, (http://youtu.be/HO4GpLrluZc) numa casa em que foi uma senzala no tempo em que os escravos eram trazidos para Porto de Galinhas.
Meu trabalho tem sido o de orientar, esclarecer o que é Candomblé, que não cultuamos o diabo, que somos pessoas como qualquer outra de qualquer religião, que temos famílias, crianças e jovens dentro do terreiro e que desde que o negro veio ao Brasil e conseguiu abrir um terreiro que a vida dele tem sido de cultuar os orixás e tentar melhorar a vida da comunidade.
Em relação as outras religiões temos o GT racismo com telefones a disposição para qualquer problema que venha a porta do terreiro. Já tivemos 3 casos de invasões aqui em Pernambuco e o GT racismo tomou a frente e orientou os pais babalorixás inclusive para entrar na Justiça pedindo indenização.
Afropress - Qual a resposta que o povo de terreiro deve dar diante dessa que parece ser mais uma investida contra a religião, historicamente alvo da intolerância e de perseguições?
Mãe Valda - É se unir. As redes sociais já permitem que Pernambuco se comunique com o Brasil todo, saber que o problema de um babalorixá em S. Paulo pode ser o meu amanhã e, portanto, a luta do babalorixá de S. Paulo também é a minha em Pernambuco. Aprender com os erros, porque demos tanto espaço para que essas perseguições estejam acontecendo. O mundo mudou e saímos da ditadura militar e não podemos entrar na ditadura religiosa, isso seria um retrocesso.
Afropress - Gostaria que falasse também sobre como tem se comportado a SEPPIR na relação com o povo de terreiro. Se é positiva a presença do Governo nessa área.
Mãe Valda - A presença do SEPPIR é pontual. A última foi em 10 de julho de 2013 para a COEPPIR-PE e antes deste evento foi em 30 de julho de 2010, ou seja: a presença do Governo é inexistente.
Afropress - Faça as considerações que julgar pertinentes.
Mãe Valda - Os terreiros nas redes sociais ainda é um fato muito novo. Viemos de uma cultura que é passada oralmente e a fala pública, a luta pelos direitos ainda nos assusta, mas esse aprendizado se faz urgente. Precisamos cada dia valorizar nosso irmão de fé e colocá-lo na política. É necessário ter alguém para nos defender, é uma questão de sobrevivência.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Canjerê dos pretos velhos maio/2014.
Fizemos nosso Canjêre dos pretos velhos dia 14 de maio, como nosso terreiro foi uma senzala esta é uma festa ao qual eu não posso deixar de realizar todo ano e isto me dá um enorme prazer, fazer cada comida, benzer, dar conselhos!
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
RETRATO DA FÉ
http://issuu.com/revistajurema/docs/jurema_digital_4_2014
Nas folhas 46 neste endereço digital vc pode conhecer um pouco do terreiro ILÊ ASÉ SANGO AYRÁ IBONÃ da yalorixá Mãe Valda de Pirapama situado no Cabo de Santo Agostinho/PE.
celulares para contato (81) 86339450 e 97061659
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
ENERGIA LIMPA
A ialorixá Mãe Valda de Pirapama é presença garantida quando há qualquer evento na Artefacto. Os sócios Wair de Paula e Eduardo Machado fazem questão da sua presença para, como eles mesmo dizem, limpar o ambiente. “Quando você tem uma loja, entra todo tipo de pessoa, e o pior sentimento humano é a inveja. Essas energias vão se acumulando ao ponto de, se não cuidar, começar a prejudicar o negócio”, explica.
hoje, dia 30/12/213 no JC, coluna dia a dia de Flavia Gusmão.
domingo, 26 de maio de 2013
Hoje, 25 de maio "Dia da África" é comemorado em todo o mundo. Foi criado a 50 anos num encontro de 32 nações do continente com o objetivo de fomentar o desenvolvimento e a democracia. No Brasil, as entidades de afrodescendentes dão especial atenção a data. Porto de Galinhas também comemora, como um desagravo e em homenagem aos milhares de escravos africanos que chegaram ao local pelo ancoradouro lá existente entre os séculos 17 e 19. Plantio de 10 baobás, árvore símbolo da África(foto) e várias ações culturais e gastronômicas serão desenvolvidas ao longo deste sábado. A abertura oficial do evento constará de plantio de baobá pelo jornalista Chico Pinheiros (Bom Dia Brasil, Rede Globo) e Mãe Valda de Pirapama do ILÊ ASÉ SANGO AYRA IBONÃ, com a ajuda do prefeito do Ipojuca Carlos Santana e a primeira dama Simone. Acontece na Praça 5, Loteamento Recanto, Centro de PG, Ipojuca, PE, em frente a casa de Francisco Jose e Beatriz Castro, jornalistas da Globo Nordeste, que hospedam o convidado especial. Promoção da Prefeitura do Ipojuca, através da Secretaria de Turismo e Cultura e Secretaria do Meio Ambiente, realização da Associação dos Amigos de Merepe.
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